quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Durante uma manhã inteira vi uma lágrima guardada a ponto de cair, mesmo escondida por trás de outros olhos, pude enxergá-la. Estava lá. Era uma gota de solidão. De um quebrantado coração. Coração apaixonado. Coração amargurado. Estava lá. Pude vê-la. Em meio a sorrisos forçados, abraços inesperados, carinhos dobrados, lembranças guardadas lembradas esquecidas. Lembranças de um amigo que se foi e um vazio que ficou. Estava lá e nela se podia ver risos, gritos, delírios uma história, estória. A música ouvida remoia todo um sentimento. E ela, continuava lá. Podia vê-la, por um momento a ponto de rolar por entre aquele rosto triste solidão, solidão em meio a multidão. Medo. Medo pude ver dentro daquela lágrima. E durante aquela manhã ela se manteve lá. Pude notá-la escondida confusa por trás daqueles grandes olhos vermelhos. Estúpida eu sem perceber que a lágrima era uma gota de amor a ponto de cair como um orvalho em meio a relva. Ignorada numa manhã iluminada. Então partir. E ela. Continuava lá naquele sofrido olhar.
Em 01/11/2009
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